PSP’s hackeados sempre renderam uma baita dor de cabeça para a gigante nipônica desde que os hackers começaram a rodar códigos não autorizados, ainda no velho PSP série 1000. Ao explorarem a falha de proteção daquele primeiro firmware da série, os hackers viabilizaram a troca do firmware original por um outro, alterado, e então abriu-se a porta mágica para que jogos baixados da internet rodassem no portátil.
Depois de fazerem um monte de continhas difíceis, desenvolvedoras como a Ready at Dawn e a Capcom disseram que a pirataria dos seus jogos reduziram seus lucros em mais de 50%, e estimam que a pirataria como um todo gera um prejuízo na casa dos US$4 milhões por semana. Há algum tempo atrás, o presidente da SCEE, David Reeves, disse que “há um problema de pirataria com o PSP, nós sabemos disso e sabemos a maneira como isso acontece. Sem dúvida a pirataria por um lado alimenta as vendas de hardware, mas no fim isso não nos deixa nada felizes.”
Está claro que combater a pirataria é umas das grandes preocupações que ficam mordendo a barra das calças dos bem-pagos engenheiros da Sony. Dizem que a companhia quer ações drásticas para deter os homebrews, que a cada dia aumentam mais e mais em quantidade e variedade, e o lançamento da série 3000 do PSP é uma das muitas armas a serem usadas na batalha contra a comunidade de desenvolvimento de homebrews, só que a Sony ainda não revelou quais munições vai usar nesse combate. Vamos então fazer algumas considerações. Enquanto o PSP-3000 recebeu só algumas pequenas mudanças nas funcionalidades operacionais, na tela de LCD e em seu design exterior, eu suspeito de que as grandes mudanças foram feitas internamente, justamente para combater os homebrews. O hardware do novo PSP foi modificado para protegê-lo de sofrer uma nova engenharia reversa por parte da comunidade hacker, além de contar com um novo firmware (versão 5.0?) com um montão de agressivas medidas anti-pirataria.
Mas será suficiente para aplacar a crescente pirataria? Eu duvido. E muito. Os hackers vão encarar isso como um delicioso desafio da Sony, e tão logo o novo PSP chegue nas prateleiras, podem esperar que vai ter uma horda de hackers levando o portátil para suas casas, e logo em seguida já estarão abrindo-o para descobrirem os novos segredinhos que os engenheiros da Sony colocaram no novo modelo, e é só uma questão de tempo para que um hacker como Dark Alex desvende os segredos do PSP-3000. Lembrando que, como cada novo firmware precisa ser compatível com os do PSP Slim e do PSP-1000, posso afirmar que os designers da Sony ficaram bastante limitados em termos de proteções que pudessem implementar. Para mim, a série 3000 é só mais uma batalha (perdida) da interminável guerra entre a Sony e os hackers.
[via PSP World]
Essa notícia traz à tona uma velha discussão que eu tinha com uns amigos. A gente ficava se perguntando até que nível os homebrews e acessórios/modchips interferem no curso natural das coisas. Uma pergunta que todo mundo especulava bastante era: “E se o PlayStation nunca tivesse sido desbloqueado para rodar jogos piratas, o console faria o sucesso que fez aqui no Brasil? E no resto do mundo”?.
Particulamente, estou pesquisando sobre os homebrews para Wii, que são bem interessantes, e a comunidade dos desenvolvedores de homebrews joga na cara da Sony, Nintendo e Microsoft que elas podem fazer mais, muito mais, e nos oferecer recursos bacanas. A Nintendo não quis que o Wii rodasse DVD’s de fábrica? Não tem problema, os hackers deram um jeitinho nisso também, e a cada dia surgem homebrews que apontam um caminho bacana: fazer do seu console realmente o SEU console, com funções que VOCÊ quer.
O recado é claro: Nintendo, Microsoft, Sony; é melhor ouvirem o que seus consumidores querem!
Por Mauri Link
