Crítica para Resident Evil Degeneration (sem spoiler)

Não sou um cinéfilo, nunca escrevi uma crítica para um filme antes: dos membros do Blogeek, o Marcus é o mais apto a fazer isso. Portanto, me limitarei a analisar Degeneration do ponto de vista de um gamer que acompanha a série desde o primeiro episódio.

Lembro que quando eu era pequeno, em uma tarde como essa, eu estava assistindo Chaves no SBT quando então começou o manjado “Cinema em Casa”. Decidi esperar para ver que filme seria exibido. Uma tempestade, raios no céu, dois homens lutavam no meio do nada: OMG, é o Ryu e o Sagat!!! Em um confronto apertado, Ryu desfere um shoryuken que rasga o peito do tailandês, fechando, em seguida, com um hadouken. Eu estava surpreso, aquele filme em anime era muito superior àquele outro com Van Damme no papel de Guile. A diferença: este era da própria Capcom.

Como diria a Square Enix, o tempo flui como um rio e a história se repete. Hoje, muitos anos depois, a principal franquia da Capcom passou a ser Resident Evil, que já ganhou três adaptações para o cinema. O primeiro, O Hospede Maldito, é um filme de terror genérico com zumbis, levemente ambientado no universo dos games, porém com pouca fidelidade a eles. Já o segundo, Apocalipse, é um filme de ação com direito a uma Jill Valentine e um Nemesis idênticos aos virtuais e várias cenas sugadas direito de Code: Veronica. Ficou bem melhor, vale a pena uma assistida, embora continue desenvolvendo um enredo paralelo ao dos games. Já o terceiro, Extinção, cara… eu não agüentei ver até o final.

Quando a Capcom anunciou que faria Degeneration, um filme em CG que seguiria a história oficial, fiquei animado. Eu estava certo de que este reproduziria uma verdadeira experiência clássica de survival horror: aquela em que você está sozinho, com recursos de defesa limitados, e precisa sobreviver a um inimigo praticamente infinito que se esconde em cada rua, cada beco, atrás de cada porta ou janela. E foi isso mesmo? Bom… mais ou menos.

A animação é muito boa e o início de Degeneration é tudo aquilo que eu esperava. A Claire e o Leon também são exatamente como nós os conhecemos, sendo que este último recebeu alguns traços orientais e se comporta como um típico herói japonês no que diz respeito à sua postura corporal e atitudes. Porém, depois de 30 minutos de pura adrenalina Resident Evil, o filme entra em uma calmaria para apresentar o enredo de uma personagem inédita, e a ação só volta de novo nos 30 minutos finais. Assim, o roteiro se mostrou sem muita inspiração e desconexo, com momentos de sonolência entre os dois pólos de movimentação intensa, diferente dos games, onde a história de desenvolve paralelamente ao combate.

Por falar em combate, a Claire ficou deslocada e passiva demais. Ela está sempre na linha de trás, enquanto o Leon puxa a frente nos confrontos. Porém, quando é chamada, ela mostra que ainda mantém as habilidades que apresentou em Code: Veronica.

Enfim, não me entenda mal, Degeneration é MUITO superior aos filmes live-action e você deveria se envergonhar de não assistir caso se considere um fã de Resident Evil. Trata-se de um episódio legítimo, só não sei se ele se passa antes ou depois de RE 4, mas o Leon já trabalha para a Casa Branca. Embora muito bom, fiquei um pouco desapontado porque minhas expectativas eram altas. Mesmo assim, isso não é desculpa para você não assistir, Degeneration é obrigatório.

por Maiquinho

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As the award ceremony begins, the crowd can be heard whispering... "Where is the champion?" "Where is Ryu?" Already seeking the next challenge, ceremony means nothing to him. The fight is everything.