Hygge: assim é o segredo escandinavo da felicidade | Saúde

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Não lhe demos este exemplo por acaso. A fim de contas, lembre-se que o conceito vem da Dinamarca, onde no inverno apenas têm quatro horas de sol por dia e a temperatura média não supera os 0º. E ainda assim, lideram, ano após ano, o ranking mundial de felicidade que a ONU elabora a partir de 2012. Outros países escandinavos, onde também se pratica o hygge estão nos primeiros lugares, como a Islândia (terceiro lugar), Noruega (4), Finlândia (5º) ou a Suécia (10º). Portugal situa-se, em 2016, no lugar 37º de um total de 157 países.

E agora é quando você pensa “Ei, um momento! Mas os países escandinavos não são também onde há taxas de suicídio mais altas?”. A resposta é ‘sim’. E o paradoxo tem a sua explicação: este estudo realizado pela Universidade de Warwick (Reino Unido) junto ao Hamilton College e da Universidade de San Francisco (EUA) e publicado em 2011, explicou que os países mais felizes registradas mais suicídios porque as pessoas descontentes estão expostas a ambientes de pessoas mais felizes, com as quais estabelecem constantes comparações que podem chegar a ter consequências dramáticas.

Obviamente, o nível de felicidade de um país inteiro, não só influencia o hygge, mas também outros fatores, como ter uma sociedade mais igualitária, com grandes prestações públicas, com facilidades para ter filhos, com horários que permitem a conciliação ou com uma menor diferença entre os gêneros e classes sociais.

Embora falamos de combater as geladas temperaturas desses países com o calor, o hygge não tem que estar necessariamente associado ao frio. Na realidade, trata-se de uma atitude perante a vida: a de desfrutar dos detalhes que trazem bem-estar e que nos aproximam essa coisa tão complexa que chamamos de felicidade. São pequenos mimos que concede um mesmo para regodearse neles. Pode ser nessa cabana de madeira, mas também desfrutar de um churrasco ao ar livre com os amigos, esse aperitivo no terraço (que tão bem nos é dado por estes lares), ou o simples fato de acender uma vela em casa. Trata-Se de mimarte e de propiciar um ambiente acolhedor para toda a família, tanto no quarto como na conversa. Nada de estresse ou de cuñadismos ou caçar Pokémons nem de estar checando os likes do Facebook ou fazer de uma mesa Na Sexta de Noite; falamos de passar juntos um tempo de qualidade. Por isso é algo que você pode adicionar à sua vida, sem necessidade de mudar nem de gastar muito dinheiro. Sim, é certo que o hygge, por causa da sua origem, tem um caráter mais familiar do que aqui -mais propensas a se reunir em bares – estamos acostumados. Funciona melhor com poucas pessoas e em ambientes recolhidos e cuidados. Ou seja, um bareto que cheire a fritanga, iluminado com lâmpadas fluorescentes, guardanapos spins no chão e cadeiras de plástico não vale como lugar hyggelig, pelo bem que lá se possa passar. É algo mais ligado à tranquilidade que a diversão. Neste livro (à venda em 10 de janeiro) explicam muito bem.

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